BOAS VINDAS

SEJAM BEM-VINDOS AO BLOG DA ESCOLA JOANA MARQUES BEZERRA.OBRIGADO PELA VISITA.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

E.E.F.PROFª JOANA MARQUES BEZERRA


PASSEIO PARA PRAIA DE PONTA GROSSA. PRÊMIO DA SEMEC PARA ALUNOS VENCEDORES DA GINCANA NA SEMANA DO ESTUDANTE. ALGUMAS IMAGENS:


No ônibus
Na praia
Na chegada
Na volta
Nas dunas
Na praia
No mar
Nas pedras
Nas falésias
Na comilança
Que fome!!! Que praia!!! Que curtição!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

E.E.F.PROFª JOANA MARQUES BEZERRA

PARTICIPAÇÃO NA CAMPANHA MUNICIPAL DE PREVENÇÃO E COMBATE AO USO DE DROGAS

TEMA: EU NÃO QUERO ESTA PEDRA NO MEU CAMINHO

ALGUMAS IMAGENS

GINCANA PELA VIDA
GINCANA PELA VIDA
CONCURSO DE DESENHO
DESENHO SELECIONADO
EMISSÃO DE VÍDEO
PALESTRA PREVENTIVA
DEPOIMENTO DE UM EX-USUÁRIO DE DROGA
DROGAS: NÃO QUERO ESTA PEDRA NO MEU CAMINHO!!!

NOSSA GRATIDÃO A TODOS E A TODAS QUE VOLUNTARIAMENTE LUTAM POR UM MUNDO SEM DROGAS.
E.E.F.PROFª JOANA MARQUES BEZERRA

DESFILE DO 7 DE SETEMBRO DE 2012

ALGUMAS IMAGENS















FICA AQUI OS NOSSOS AGRADECIMENTOS A TODOS OS ESTUDANTES E FUNCIONÁRIOS DE NOSSA ESCOLA POR PARTICIPAREM ATIVAMENTE DESSA LINDA FESTA CÍVICA. AGRADECEMOS TAMBÉM A TODOS OS INTEGRANTES DA ORQUESTRA DE SOPRO DO MUNICÍPIO DE ICAPUÍ PELA BELÍSSIMA APRESENTAÇÃO. TODOS ESTÃO DE PARABÉNS.VIVA ICAPUÍ, VIVA O BRASIL!!!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA

CERIMÔNIA DE POSSE DOS GRÊMIOS ESTUDANTIS

MANDATO DE 2012-ALGUMAS IMAGENS









Parabéns garotos e garotas, jovens estudantes, a E.E.F.PROFª JOANA MARQUES BEZERRA festeja com vocês esse solene e importante momento. Juntos, somos mais fortes!!!


7 DE SETEMBRO: SOMOS INDEPENDENTES?
Crescemos com a história representada pela famosa imagem abaixo onde o 'nosso herói',  Dom Pedro I, num ato de coragem e amor ao Brasil grita INDEPENDÊNCIA OU MORTE, segundo conta a história em 07/09/1822.

Para contestar essa versão, onde é dito que o Brasil se tornou, naquela data, independente, poderia citar historiadores que dizem que não foi dessa forma que ocorreram os fatos, ou que expulsamos por completo de soldados de Portugal apenas em 02 de Julho de 1823, na independência da Bahia, que o nosso imperador era nascido em Portugal e não no Brasil, que os negros estavam naquela data longe de sua independência, dentre outros fatos. No entanto vou dar um salto de 189 anos e pensar no presente: HOJE, SOMOS INDEPENDENTES?

Sinceramente como negro, não me sinto independente ao ver um olhar desconfiado de que um negro que anda normalmente pela cidade pode ser um possível assaltante, consequência do fato de que após a abolição da escravatura fomos postos a margem da sociedade e até hoje são claras as consequências disto. Será que homossexuais sentem-se independentes ao ver notícias de agressões e mortes por conta de homofobia? E as tantas mulheres que apanham de seus maridos são independentes? As crianças que vivem nas ruas e desde cedo se iniciam no consumo e no tráfico de drogas são independentes? Ficar horas em filas, morrer em hospitais com péssimas condições, pagar CPMF(imposto da saúde) e os altos valores de plano de saúde é um status de um cidadão independente?

Será que a necessidade de realização de vestibulares com uso de cotas para estudantes de colégio públicos, por conta das péssimas condições nas mesmas em nosso país, é um sinal de que somos independentes? Aqueles que não têm acesso a educação para não terem o discernimento de notarem que estão votando em políticos corruptos, são independentes?  Os poucos parlamentares com caráter e que tentam, sem sucesso, tomar medidas para melhorar o país, mas são impedidos por interesses partidários, são independentes?

A triste realidade é que somos 'escravos assalariados', que enriquecem o bolso de uma minoria que se mantém graças à ignorância e comodismo da população, que paga muitos impostos e não tem o retorno merecido, passando a adquirir outros serviços particulares com uma qualidade um pouco melhor, mas que ainda assim não condiz com o valor pago. A grande diferença é que ao contrário dos escravos de antigamente, nós temos total capacidade de soltar a voz, ir às ruas e lutar por nossos direitos. Quando digo isso não falo em protestos isolados que temos visto com duzentas ou quinhentas pessoas, em pleno século XXI é mais que possível uma grande mobilização de todo país, assim como no movimento das diretas onde apesar de alguns dos principais grupos de comunicação do país terem ignorado o movimento, a nação inteira se uniu, foi as ruas e recuperou a democracia que novamente estamos perdendo.
E.E.F.PROFª JOANA MARQUES BEZERRA

ANIVERSÁRIO COLETIVO MESES DE JULHO E AGOSTO

ALGUMAS IMAGENS:







Parabéns aos aniversariantes dos meses de julho e agosto: Abilene, Lúcia Helena e Ilná.
Que Deus vos ilumine sempre!!!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
E.E.F.Profª Joana Marques Bezerra
Textos selecionados pela comissão escolar e enviados à comissão municipal

O lugar onde vivo


Susi Damares

Ainda muito pequenina
Inocente e sem saber
Tinha jeito de menina
Que ia se desenvolver.

Minha mãe me levava
As dunas, ao amanhecer.
Juntinhas observávamos
O belo Sol a nascer.

Fui crescendo com encanto
E a simplicidade do lugar,
Vendo o vento assobiando
E as lindas ondas do mar.

Passarinhos, passarinhos
No belo entardecer:
Sabiá, gaivota e bem-te-vi
Nossa alegria de viver.

O verde dos coqueirais
Cobrindo as pedras nuas,
São belezas naturais
Das nossas praias e ruas.

E assim é o meu lugar,
Adoro morar aqui.
Lugar de gente guerreira
Nossa linda Icapuí!!!

Susi Damares Pereira Costa,11 anos
Aluna do 6º ano da E.E.F.Profª Joana Marques Bezerra
Icapuí-Ce.



      Minha vida como era


Zidane Bezerra

Tudo era muito calmo e simples onde morávamos, não tinha energia, usávamos lamparina a gás, não tinha água potável, nem estrada. Nós morávamos perto da praia em casas de barro. A maré nesse tempo era muito calma e os pescadores usavam costumes que hoje não vejo mais, por exemplo, carregavam os peixes em cestos de cipó. Hoje, a maioria deles usa um monobloco, uma espécie de caixa de plástico.
Nosso trabalho naquele tempo era o labirinto, artesanato que foi ao longo do tempo perdendo importância na nossa cidade. Ainda muito pequena tinha que trabalhar, pois minha família era pobre e precisávamos nos vestir, calçar e, sobretudo, nos alimentar.
Após a labuta sempre tirávamos um tempinho para brincar. Junto com as minhas amigas brincávamos de esconde-esconde, de amarelinha e nas festas juninas namorávamos escondidas de nossos pais.
Quantos episódios inesquecíveis daquela época!!! Um dia meu avô tinha ido para o mar e veio uma onda e virou sua jangada. O dia se passou, a noite chegou e já estávamos preocupados e nervosos, pois o herói, o patriarca de nossa família ainda não chegara. A noite escura aumentava ainda mais o nosso medo e aflição. Fizemos uma fogueira como sinal de espera e para a nossa tamanha felicidade avistamos a vela branca de sua rústica embarcação. Era ele, o nosso querido e admirado vovô Marcondes.
Tenho muitas lembranças daquele tempo e saudades também. Tínhamos uma vida simples, mas não existia tanta violência e corrupção como existe hoje. Quantas drogas!!! Ah! se pudesse voltar no tempo..., acredito que seria mais feliz.


Zidane Bezerra Braga, 13 anos
Aluno do 7º ano da E.E.F.Profª Joana Marques Bezerra
Memória com base no relato de Marelice Bezerra Braga, 39 anos
Icapuí-Ce




       Eu era feliz e não sabia



Sara Sofia

Lugar pequeno, de poucas casas construídas com barro e cobertas de palha. Gente pobre, materialmente falando, mas rica em espírito, gana. Estrada de areia e apertada que só passavam animais. Vento que soprava forte na terra seca levantando poeira e cegando os olhos de quem morava em um lugar onde o progresso ainda estava longe de ser alcançado. Naquela época, mais se via mato, plantas nativas que embelezavam a nossa terra abençoada. As dunas eram cobertas por vegetação, os coqueirais eram tapetes aéreos e o mar esverdeado, ora azulado, completava a paisagem exuberante de nosso paraíso. Essa era a imagem que via quando menina.
O tempo passou e hoje a estrada de terra é asfalto negro por onde passam automóveis, ônibus, caminhões, anunciando um barulho infernal. Adeus o silêncio de todos os dias! As casas não têm a mesma imagem daquela época, são de alvenaria com variadas fachadas. Os coqueirais estão desaparecendo, transformando-se em marambaias, espécie de esconderijo para crustáceos e peixes lançados no fundo do mar. Que degradação, que vergonha!!! As nossas falésias cobertas pela terra fina e vegetação litorânea dão lugar a estradas e construções mudando totalmente o cenário de outrora.
Pasmem, não reconheço a cidade onde nasci. O progresso foi chegando aos poucos, a paisagem foi sendo modificada pelo homem, o bem-estar infelizmente não alcançou a todos e com o desenvolvimento vejo hoje a violência aumentando, as drogas se massificando e a natureza sendo destruída sem pena e sem dó.
Ah! Que tempo bom era aquele em que sentávamos no terreiro, conversávamos tranquilamente sem o incômodo da poluição sonora e o perigo da marginalidade. Sinto saudades daquela época. Eu era feliz e não sabia.




Sara Sofia Pereira Holanda, 14 anos
Aluna da E.E.F. Profª Joana Marques Bezerra
Memória com base no relato da Srª Francisca Maria Pereira, 47 anos
Icapuí- Ce



         Sim ou Não?


Thalia Silva

Em meados de 1984 o mapa-múndi se modificaria pois surgiria uma nova cidade no mapa, chamada Icapuí.
Todos os dias ficava observando, da calçada de minha casa, aquelas pessoas brigando e discutindo, pois umas queriam Icapuí independente das oligarquias de Aracati, outras não queriam desligar-se politicamente da cidade mãe. Era muita agitação, muita promessa anunciada pelos quatro cantos do até então distrito de Aracati. As pessoas não falavam noutra coisa a não ser: “você é SIM OU NÃO”? Os comícios tomavam conta das ruas, vilarejos e a população dividida entre a esperança e o retrocesso.
O dia da eleição chegou e todos foram votar. A maioria votou no sim, ou seja, queria desvincular-se realmente de Aracati e os outros tiveram de se conformar com a nova Icapuí.
O tempo foi passando e as pessoas foram se acostumando, mas as confusões não acabaram ali. Logo depois da emancipação aconteceram as eleições para prefeito e vereador. Os candidatos a prefeito eram José Airton e Jose Rico.
No bairro onde eu morava, na época Barreiras da Sereia, morava um casal que nunca ninguém do meu bairro tinha o visto brigando. Dona Maria e Seu Sebastião estavam brigando por causa da eleição.
͟   José Rico vai ganhar- dizia D. Maria.
͟   Não, não, José Airton, que vai levar essa eleição - contrariava Seu Sebastião.
            O dia da eleição chegou e as pessoas, horas depois, souberam o resultado de quem ganhou.
            José Airton foi o grande campeão, sendo o primeiro prefeito de Icapuí a ganhar uma eleição. O tempo passou, e aquelas pessoas que brigavam para que não existisse Icapuí, hoje até falam mal de Aracati. Foi tudo uma questão de tempo.
            E você, se existisse naquela época, queria a emancipação política de Icapuí ou preferia ficar submisso (a) as oligarquias de Aracati?



Thalia Silva Torquato,14 anos.
E.E.F. Professora Joana Marques Bezerra.
Icapuí-Ce